Dans ma jeunesse il y a des rues
dangereuses
Dans ma jeunesse il y a des villes
moroses
Des fugues au creux d'la nuit
silencieuse
Dans ma jeunesse quand tombe le
soir
C'est la course à tous les espoirs
Je danse toute seule devant mon
miroir
Mais ma jeunesse me regarde
sérieuse elle me dit:
"Qu'as-tu fait de nos heures?
Qu'as-tu fait de nos heures précieuses?
Maintenant souffle le vent d'hiver"
Dans ma jeunesse il y a de beaux
départs
Mon coeur qui tremble au moindre regard
L'incertitude au bout du couloir
Dans ma jeunesse il y a des interstices
Des vols planés en état d'ivresse
Des atterissages de détresse
Mais ma jeunesse me regarde sévère
Ele me dit:
"Qu'as-tu fait de nos nuits?
Qu'as-tu fait de nos nuits d'aventure?
Maintenant le temps reprend son pli"
Dans ma jeunesse il y a une prière
Une prouesse à dire ou à faire
Une promesse, un genre de mystère
Dans ma jeunesse, il y a une fleur
Que j'ai cueillie en pleine douceur
Que j'ai saisie en pleine frayeur
Mais ma jeunesse me regarde cruelle
Ele me dit: "C'est le temps du départ"
Je retourne à d'autres étoiles
Et je te laisse la fin de l'histoire
Mais ma jeunesse me regarde cruelle
Ele me dit: "C'est le temps du départ"
Je retourne à d'autres étoiles
Et je te laisse la fin de l'histoire.
“O senhor vê. Contei tudo. Agora estou aqui, quase barranqueiro. (...) Amável senhor me ouviu, minha ideia confirmou: que o Diabo não existe. Pois não? O senhor é um homem soberano, circunspecto. Amigos somos. Nonada. O diabo não há! É o que eu digo, se for... Existe é homem humano. Travessia.” João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas.
sábado, 16 de agosto de 2008
Carla Bruni - "Ma Jeunesse"
Tava ouvindo o último CD da Carla Bruni, Comme si de rien n'était, e achei encantadora essa primeira música.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Gregório de Matos e o amor
O Amor é finalmente
um embaraço de pernas,
uma união de barrigas,
um breve tremor de artérias.
Uma confusão de bocas,
uma batalha de veias,
um reboliço de ancas,
quem diz outra coisa, é besta.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
domingo, 13 de julho de 2008
As frases e o silêncio
Trechinho de um conto do Tchekov (Inimigos), que li hoje de manhã ao caminhar:
De um modo geral, a frase, por bela e profunda que seja, impressiona só os indiferentes, mas nem sempre pode satisfazer aqueles que são felizes ou desgraçados; é por isso que a mais alta expressão da felicidade ou da infelicidade é quase sempre o silêncio; os enamorados se entendem melhor quando se cala, e o discurso ardente , apaixonado, proferido sobre uma sepultura, comove somente os estranhos, porém, à viúva e aos filhos do falecido ele parece frio e mesquinho.
Do tédio
Em certo ponto do romance O Vermelho e o Negro, de Stendhal, um dos personagens - o príncipe Korasoff - censura a tristeza do herói, Julien Sorel, explicando-lhe que
o ar triste não pode ser de bom tom; o que é necessário é o ar entediado. Se você está triste, há alguma coisa que lhe falta, alguma coisa que você não conseguiu. É mostrar-se inferior. Se você está entediado, ao contrário, o que é inferior é aquilo que em vão tentou agradá-lo.
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